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Quinta, 19 Julho 2012 02:25

Nada melhor (II): costas e bruços

 

Este é o segundo artigo numa série de três. Anteriormente, abordámos a entrada na água e o estilo crol. Hoje, dedicamos estas linhas aos estilos de costas e bruços.

Nadar costas, apesar de ser um estilo não tão eficiente como o crol, poderá ser um ponto de partida na natação, já que q face está permanentemente fora da água e a respiração fica facilitada. Por outro lado, na perspetiva do exercício, nadar costas irá ajudar a desenvolver a musculatura dorsal e lombar, servindo de compensação ao exercício do crol.

Quando nadares costas, deves procurar manter a linha média do corpo reta. Evita que haja uma exagerada oscilação dos ombros, que provocarão desvios laterais. Se tiveres oscilações laterais, para além de perderes eficiência na braçada, poderás colidir com outros nadadores na piscina, que nadem em sentido oposto.

O trajeto da mão dentro de água deverá descrever a trajetória de um “S”. Ao fazê-lo, a tua mão estará sempre numa zona de água parada, ao invés de tentares ter propulsão numa zona em que a água está agitada.

A mão deve entrar na água através do dedo mindinho.

Os batimentos de pernas deverão acompanhar o ritmo e não deverão oscilar lateralmente. O maior momento de propulsão é no movimento ascendente da perna, potenciado pelos quadricípites – os músculos mais fortes do corpo humano.

Para não chocares com a parede de fundo da piscina, “decora” a fisionomia do teto. Ajuda, se nos últimos metros olhares ligeiramente para cima, de modo a que consigas detetar o rebordo da piscina.

Nadar bruços, apesar de ser um estilo lento, é o ideal quando temos de nos aguentar à tona de água durante longos períodos de tempo. Na lógica de conservação de esforço, é um estilo muito útil se sabemos que tão cedo não vamos ter “pé”. Por outro lado, o estilo de bruços é o ideal para trabalhar os peitorais e os bicípites.

 

As mãos devem ter os dedos unidos e sempre a apontar para a frente, começando ao nível do peito. Os braços devem ser estendidos à frente, com as mãos unidas, o que aumentará a hidrodinâmica. Depois, os braços devem separar-se e fletir-se a cerca de 45º. Isto tornará o braço e o antebraço numa espécie de remo: é nesta fase que deves juntar os braços ao tronco, aproveitando ao máximo a propulsão. É através desta propulsão que a cabeça sobe e é neste momento que deves inspirar pela boca, para depois expulsar o ar debaixo de água.

As pernas contribuem também para a propulsão, através dos adutores: fechando as pernas e impulsionando para a frente.

Em qualquer dos estilos, não deves desistir logo. De igual modo, deves insistir em nadar vários estilos, de forma a desenvolveres uma musculatura equilibrada. Isso contribuirá para a tua eficiência em água mas, sobretudo, para a tua saúde.

Boas braçadas!

Sport Life/TM

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Title: Desafio CrossFit WOD 4
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