A luxação do ombro significa a perda da relação total das duas principais superfícies articulares do ombro: a cabeça do úmero e a cavidade glenóide da omoplata, deixando estas de estar em contacto.
As luxações podem ser posteriores, quando o úmero se desloca posteriormente à omoplata, superiores, inferiores, intra-torácicas e anteriores, que são as mais comuns, onde o úmero se desloca para a frente. De notar também que as superfícies ósseas apesar de perderem a relação podem ter um perda incompleta de contacto, dando-se o nome neste caso de sub-luxação.
Estas lesões ocorrem sobretudo dentro duma faixa etária jovem associado à prática desportiva e têm sobretudo uma causa traumática. Podem ainda ter causas, congénitas, espontâneas (patológicas) e recidivantes.
O ombro é a articulação mais propícia a esta lesão pois tem uma grande amplitude de movimentos o que leva a que seja ao mesmo tempo muito instável. Em termos de sinais podemos notar uma deslocação do úmero em relação à omoplata e em termos de sintomas, podemos apontar uma dor severa na articulação do ombro, e uma diminuição da amplitude de movimento do membro acometido.
Quando suspeitamos de luxação deve-se procurar imediatamente ajuda médica, pois à medida que o tempo pós-lesão passa podem estar a ser comprometidos vários tendões, vasos sanguíneos e nervos. Normalmente é realizado um raio-x em dois planos como meio standard de diagnóstico e também para despistar possíveis fracturas do úmero. O primeiro passo a dar será a administração de analgésicos e o reposicionamento das superfícies ósseas seguida de imobilização caso haja lesão cápsulo-ligamentar. Deverá ser realizado também um exame físico para ver se não existem outras estruturas lesionadas.
Como meio de prevenção e tratamento pode-se apontar o treino proprioceptivo bem como o trabalho de reforço muscular de toda a musculatura dos flexores e extensores do ombro, coifa dos rotadores e mobilização articular. A aplicação de ligadura funcional é um método que também poderá ajudar.

comentários
Caro José,
Como deve perceber a descrição sumária que nos chega é manifestamente insuficiente para uma diagnóstico adequado e seguro. Ainda assim, relativamente às suas dores no ombro, penso que poderemos estar na presença de um quadro inflamatório, que é exacerbado de noite, pela diminuição da pressão intra-articular negativa. Deverá procurar realizar uma avaliação diagnóstica cuidada para perceber quais as causas da sua limitação (poderá ser uma tendinite supraespinhoso, longa porção do biceps, um conflito sub-acromial, etc).
Relativamente à dor no joelho, o bico de papagaio é a palavra sinónimo de artrose no joelho. Significa que tem já uma degeneração da cartilagem articular. Poderá suplementar-se com condroitina e glucosamina, mas apenas para retardar continuação do processo de degeneração. A prática de exercício físico, de baixo impacto, com ênfase em exercícios que possam fortalecer musculatura próxima da articulação do joelho poderá ser benéfica.
Estas sugestões não dispensam a consulta de um médico e eventual necessidade de realização de exames complementares de diagnóstico que não analisem apenas a parte óssea, como uma TAC ou RMN, ao ombro e/ ou joelho
Cumprimentos
Rodrigo Ruivo
Ola venho aki dizer k tenho muitas dores no meu ombro esquerdo durante o dia quase não doí a noite são dores que quase não consigo levantar o braço.
A pouco tempo fiz radiografias dos ombros joelhos etc e os ombros pareia estar tudo bem, ja com o joelho direito o meu medico de família diz que tenho bico de papagaio neste e realmente doí-me muito todos os dias ao ponto de andar a puxar a perna direita, diz não haver nada a fazer...
Sera que me podem dizer algo acerca disto
Grato desde ja...bom natal...
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