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Sexta, 21 Julho 2017 08:38

Evita as lesão nos joelhos

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As lesões dos joelhos lideram o ranking das lesões dos desportistas. Para saber como evitá-las, temos que ter algum cuidado connosco. O que acontece se este músculo não estiver à altura das circunstâncias?

joelho

 

 

É evidente que o rendimento no dia-a-dia, no desporto, será afetado, mas o mais importante ainda é que a articulação (especialmente cartilagem e meniscos) começará a sofrer com os estragos mecânicos de uma vida que carece de controlo muscular.

 

 

A idade, a vida sedentária, a falta de uso e a falta de treino acabam com a musculatura do joelho. Mas “eu já corro e ando de bicicleta”, poderás estar a pensar. Perfeito, mas para potenciar o máximo rendimento muscular e para assegurar a integridade articular a investigação mostra-nos a necessidade de acrescentar um trabalho de força específico, especialmente para o quadricípete, mas também para o isquiotibial. E a pergunta é: “Reforçar esta musculatura é suficiente?”

Experimenta o seguinte: põe-te de pé e tenta mover o joelho sem implicar nem a anca nem o pé. Para a frente, para trás e para os lados… Missão impossível!

A articulação do joelho nunca age por iniciativa própria, olha para cima e para baixo, esperando o consentimento tanto da bacia como do pé. Lembra-te que o fémur e a tíbia estão ligados à bacia e ao pé. Então faz sentido pensar que o controlo destes dois ossos será essencial na função do joelho, certo?

Além do que vimos em relação ao quadricípete, o joelho deve trabalhar sempre o mais alinhado possível e é precisamente esta a função dos músculos que se localizam não diretamente no joelho mas nestas articulações adjacentes encarregadas de controlar a orientação, tanto do fémur como da tíbia. Uma tarefa que não é nada fácil porque, como já vimos, esta articulação maneja cargas consideráveis. Por exemplo, em cada impacto do pé na corrida o joelho pode suportar forças equivalentes a três vezes o peso corporal. Imaginas se toda esta carga for recebida com um alinhamento defeituoso?

Neste sentido, o problema que habitualmente se encontra no joelho radica na dificuldade de controlar a tendência do deslocamento para o interior ocasionada pelas forças reativas do impacto com o solo. Uma vez mais, a articulação olha para cima para a bacia e olha para baixo para o pé numa busca desesperada de ajuda e controlo.

Um funcionamente incorreto destas articulações “vizinhas” aumenta claramente as probabilidades de desenvolver sobrecargas e lesões de joelho. A evidência científica associa a debilidade na musculatura do glúteo (encarregado do controlo do fémur) bem como o controlo deficiente da postura dinâmica do pé (a famosa sobrepronação) à lesão conhecida como “joelho do corredor” ou condromalacia patelar, e inclusivamente à síndrome da faixa iliotibial.

Mais ainda: estudos recentes indicam que uma limitação na mobilidade do tornozelo predispõe fortemente para tendinopatias do quadricípete em jogadores de basquetebol e voleibol, ambos desportos com ampla implicação desta articulação devido aos saltos e movimentos explosivos. 

Terça, 11 Julho 2017 13:35

As sapatilhas provocam lesões na corrida?

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A maioria de nós usa sapatilhas específicas para correr. Será que é isso que nos está a provocar lesões e que deveríamos correr descalços ou com o mínimo de calçado?

 

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O sapato desportivo não é um tratamento médico, é calçado que tem duas funções: proteção e, dependendo do modelo, amortecimento. Neste caso, podemos acrescentar mais a função de estabilização que nem todos os modelos mesmo com o sistema de amortecimento estão a conseguir. Muitos atletas procuram a solução para as suas mazelas no calçado e não se dão conta que o pé é individual e único

 

Numa entrevista de um atleta famoso relativamente ao minimalismo «pés descalços», Keb Bob Saxton, Kirby respondeu claramente que não existem estudos científicos que corroborem o que o guru do minimalismo afirma. «É ridículo dizer que são as sapatilhas as causadoras de lesões. É o ato de execução que causa lesões, as superfícies duras, os movimentos repetitivos, as pancadas no chão variadíssimas vezes; estas são de facto a razões reais para lesões com e sem sapatos.» O nosso conselho é que antes de iniciar qualquer atividade desportiva, a pessoa deve saber qual o seu tipo de pé, o seu tipo de passada e conhecer quais as eventuais repercussões, não apenas nos pés mas também nos joelhos, bacia e trem superior. O que não tem base científica nos dias de hoje é «lesionei-me por causa destas sapatilhas». Costumam existir um problema de base. É possível que certas características do calçado (o drop, ausência de reforço, falta de estabilidade do antepé, etc.) possam acelerar a lesão, mas a sapatilha não é única causadora de lesão.

E lesões?
Este é o tema centra da discussão. Os que defendem o barefoot baseiam-se fundamentalmente na ideia de que nascemos descalços. O ser humano sobreviveu milhares de anos sem sapatos, sendo o calçado um dos responsáveis pelo aparecimento de lesões. Existem podologistas que defendem o contrário das afirmações anteriores pois na sua perspetiva deve-se evitar a transição para o barefoot como ‘panaceia’ de todas as lesões. Na realidade existe potencial risco de lesão que decorre desta transição para correr descalço:

> Ao reduzir o contacto do calcanhar e concentrar o peso todo no meio e antepé, aumentando a frequência, pode causar sobrecarga na zona do metatarso provocando eventuais lesões de stress como a metatarsalgia.

> Ao reduzir o contacto com o calcanhar existe um aumento de tensão nos gémeos e solhar e por isso lesões causadas pelo aumento de tensão do sistema aquiles-calcâneo-plantar, provocando uma variedade de lesões, incluindo a temida fascite plantar. > O perigo que pode implicar a corrida descalça pelo contacto com superfícies cortantes e outras que podem provocar lesões e que não existiam há milhares de anos atrás.

> Fraturas de stress de calcâneo. O minimalista diminui o contacto do calcanhar mas o contacto com superfícies irregulares nem sempre é ‘agradável’.

Vê também Podemos correr descalços?

 

Terça, 11 Julho 2017 09:32

DEVEMOS CORRER NA AREIA?

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O bom tempo e as idas regulares à praia convidam a corridad na areia. Será que beneficiamos com estas corridas à beira-mar? Vamos ver os prós e contras dos treinos na areia. Treinamos juntos?

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Estas corridas na areia encerram um conjunto de benefícios, nomea­damente:

1. O gasto calórico de uma caminhada ou corrida na areia é superior ao de uma superfície mais rija. (Davies et al., 2006).

2. Existe um aumento do tempo de colisão na areia macia relati­vamente ao piso mais rijo. Este facto conduz a uma participação muscular mais intensa dos quadricípetes e dos glúteos.

Apesar destes benefícios, a corrida na praia pode predispor a lesões uma vez que se está a correr numa superfície irregular e inconsis­tente que leva a maior sobrecarga nas articulações do tornozelo e joelho. Alguns dos riscos são a seguir inventariados:

3. Correr descalço na areia leva a que a pronação do pé ocorra mais cedo e termine mais tarde no contacto com o solo, originando maior pressão no tornozelo e joelho. (Barrett, Neal, & Roberts, 1998).

4. Tensões adicionais na fáscia plantar causdas pelo terreno irregu­lar podem, em caso de uso excessivo, conduzir a fasceíte plantar. Também em casos de corrida em areia macia, em que por vezes calcanhar está mais em baixo do que o antepé, e do que seria possível num terreno rijo, podem-se originar lesões no tendão de Aquiles e gémeos.

5. Se optarmos pela areia molhada, próximo da água o desnível é acentuado e pode originar desequilíbrios musculares e comprometer a biomecânica natural de corrida.

Concluindo, a corrida na praia não deverá ser realizada de forma sistemática, nem a areia deverá ser considerada a única superfície de corrida. Se se optar por este piso, de forma esporádica, dever­-se-ão respeitar os princípios da progressividade e da adaptação e garantir que a pessoa já tem uma boa musculatura de estabilização e condição clínica apropriada.

 Por Rodrigo Ruivo,  Este endereço de e-mail está protegido de spam bots, pelo que necessita do Javascript activado para o visualizar

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