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Terça, 11 Julho 2017 11:45

Podemos correr descalços? Sabes a resposta?

Publicado em Corrida Escrito por Isabel

Será que correr descalço faz mal? Ou, por outro lado, é a correr descalços que trabalhamos os músculos dos pés que se tornaram ''preguiçosos' por causa do uso das sapatilhas? A resposta é afirmativa, sim, podemos.

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Qualquer pessoa pode praticar desde que não seja sempre mas sim de forma intermitente. Tudo depende da resposta do desportista, da sua idade e principalmente da experiência como desportista e corredor. Com o tempo irá ser percetível se a mudança pressupõe benefício ou, pelo contrário, poderá provocar lesão.


É verdade que na internet podemos encontrar uma série de estudos teóricos mas que têm uma objetividade mais ou menos discutível, com estudiosos do tema que nunca trataram o atleta em desespero com dores ou lesionado. Relativamente a este assunto, é importante que seja dito isto:

> Até hoje não existe nenhum estudo independente nem nenhuma evidência de estudos nem a favor nem contra o minimalismo ou o barefoot.

> O barefoot não é nem o salvador nem apocalipse das lesões do corredor (Dr. Johncock, PDM).O possível risco da passagem do calçado convencional para o minimalismo é real para alguns corredores amadores. É evidente que nem todos temos o fenótipo de um corredor queniano ou de um atleta da frente em maratonas internacionais; nem todos temos as características físicas e por conseguinte para praticar certas tendências.

> Há outros especialistas que não têm apenas o estudo biomecânico do indivíduo em questão, mas que são teimosos em relação à ‘condição física’ em geral, na sua avaliação como conjunto. Como diz Dr. Romansky (PDM), muitos atletas que praticam diferentes atividades como Zumba, spinning e outras de ginásio acreditam que estão em ótimas condições do ponto de vista funcional mas isso é de todo insuficiente, é preciso avaliar outros fatores como o equilíbrio, a proprioceção, ou a avaliação biomecânica do trem inferior.

Se quem procura saber se pode ‘ser minimalista’ for alguém com uma amplitude articular aumentanda por laxitude, temos que ter em conta que ao correr as forças de reação do solo se multiplicam, por isso, a pronação e supinação podem ficar multiplicadas em relação estática/dinâmica. Em pacientes laxos, o braço de alavanca em execução pode ser claramente destrutivo não apenas ao nível do pé mas do joelho, joelho valgo (joelho em X) por exemplo. Dr. Blake neste sentido explica que é necessário ‘ser-se muito cauteloso’ e que existem muitas variáveis a incluir para se estudar este tema. Cada indivíduo é único como o próprio nome indica e por isso é fundamental que haja um estudo pormenorizado de cada pessoa para tomar a decisão de sim ou não ao minimalismo.

 

Vê também As sapatilhas provocam lesões na corrida?

 

Segunda, 17 Abril 2017 10:41

Melhora a tua natação sem te molhares...

Publicado em Natação Escrito por Pedro Justino Alves

Para evoluir na água, o chamado treino seco é tão importante como o que fazes na piscina, principalmente a partir de determinado nível físico. Se fores "pro", precisas deste treino; se não fores… verás como evoluis num instante! Entre esta quarta-feira e domingo revelaremos nove exercícios para melhorares na água fora dela.natação like

 

 

É certo que as melhorias em qualquer desporto, incluindo a natação, se dão pela repetição do gesto desportivo. Mas como todas as afirmações, esta também leva um asterisco. Para repetir de forma correta umas técnicas desportivas até à excelência é necessário primeiro estar compensado física e tecnicamente.

Por isso, a importância em atacar a parte física, já que, se o corpo não estiver todo fortalecido e equilibrado, ao exercitar mais especificamente uma musculatura que outra, provocam-se descompensações musculares e, portanto, lesões...

 

Como fazer a nossa sessão de TREINO SECO?

 

1) O objetivo desta sessão de treino seco será o desenvolvimento da força a nível geral de todo o corpo, dando ênfase na zona central.

2) Durante todas as sessões de treino físico fora de água para os nadadores realizamos um trabalho de 35 segundos com 25 segundos de descanso. Fazemos 3 blocos ou voltas com um descanso mínimo entre eles.

3) ATENÇÃO! O mais importante deste circuito de treino é realizar uma execução sem erros. 

4) Como conselho geral para todos os exercícios devemo-nos fixar em manter o tronco estável.

 

natação exercicios

 

Sexta, 24 Março 2017 16:39

O café faz bem e aumenta o rendimento?

Publicado em Nutrição Escrito por Isabel

coffeePodemos beber café sempre que nos apetecer ou prejudica a nossa saúde e rendimento? Mitos do café à lupa neste artigo

 

Uma grande estimulante do sistema central que costuma estar presente de manhã: o café. Fomos analisar se é verdade que melhora o nosso rendimento e que efeitos secundários pode ter caso de ultrapassarmos a dose recomendada.

A cafeína ajuda-nos?

É um estimulante do sistema nervoso central, melhora os processos de contração muscular e a mobilização dos lípidos (facilita o metabolismo para fins energéticos, poupando assim glucogénio). Importante: a eficiência ergogénica da cafeína no rendimento de um desportista não está relacionada proporcionalmente com a dose. Resumindo, não é por ingerir maior quantidade de cafeína aumentamos os seus efeitos benéficos.

Acima da dose (5mg/kg) só estamos a provocar efeitos secundários com a ativação do sistema cardiovascular (pode por isso ser contraindicada a hipertensos), intolerância gastrointestinal, insónia e efeito diurético. Por exemplo, para uma pessoa de 75kg estima-se uma dose máxima entre 300 a 400 mg (para teres uma referência uma bebida de cola tem cerca de 40mg e uma bebida energética 80mg).

Os especialistas não estão de acordo sobre a dose recomendada e as reações à cafeína são muito diferentes de pessoa para pessoa, por isso cada um deve guiar-se pelas suas sensações e experiências pessoais.

A maior parte do café é proveniente de uma planta conhecida pelo nome de Coffea arábica. Uma chávena de café contém cerca de 100 mg de cafeína e 70mg de antioxidantes, um café expresso 198 mg de cafeína e cerca de 140 mg antioxidantes e um descafeinado 2-3 mg e quantidade variáveis de cafeína segundo a sua extração.

Calcula-se que por ano sejam consumidas mais de 400.000 milhões de chávenas de café em todo o mundo, o país com maior consumo é a Noruega com 9,1kg per capita por ano! Podemos encontrar inúmeros argumentos, tanto a favor como contra o café. Os mitos e lendas relacionados com a cafeína chegam para fazer um livro; os adictos do café argumentam que retarda a sensação de fadiga, que é uma boa fonte de antioxidantes e que facilita a utilização de gorduras como fonte de energia. Entre os argumentos dos não cafezeiros estão palavras como nervosismo, taquicardia, ansiedade…

Vamos ver todos os efeitos, tanto os que são pró café como os que lhe declaram guerra.

Café para render mais…

 A cafeína é uma das poucas substâncias não consideradas doping cujos efeitos são sobejamente conhecidos como ajuda ergogénica até certo nível e por isso usada por desportistas do mundo inteiro.

Os atletas de alta resistência aproveitaram durante anos as propriedades da cafeína que facilita o uso de gorduras como combustível e preserva as reservas de glucogénio que tanta falta podem fazer ao desportista ao longo da prova. Até agora não eram tão conhecidos os benefícios do café no desporto de força ou intervalado em que a combustão de gorduras não é tão importante. Para provar o seu efeito, investigadores da Universidade de Conventry pediram a um grupo de voluntários que realizaram um esforço intenso de autocargas até à exaustão. Os que tinham tomado bebidas com cafeína conseguiram fazer mais repetições, sentiram-se menos cansados e principalmente mais disponíveis para repetir o esforço do que aqueles que tomaram placebo. Os investigadores acreditam que isto se deve a cafeína ser um antagonista da adenosina, uma substância que se acumula nos músculos durante o exercício e bloqueia a força das contrações.

…e café para pensar melhor

A cafeína também parece ter um efeito notável sobre o sistema nervoso central e melhorar a disposição, no que respeita ao esforço. Depois de tomarmos cafeína sentimo-nos mais energéticos, eficientes e motivados para o trabalho. Observou-se uma diminuição dos tempos de reação e uma melhoria da capacidade de resposta. Aparentemente são só vantagens, mas é importante não ultrapassar a dose ou surgirão efeitos negativos como o nervosismo, insónia ou dificuldades de concentração.

Como é que o nosso corpo digere o café?

É simples quando é um líquido que aporta energia, vitaminas ou minerais, porque quando tomas o líquido mágico, a cafeína é absorvida rapidamente no estômago e intestino e distribui-se por todo o organismo, alcançando o pico máximo de sangue, entre 45 e 60 minutos depois da ingestão. Para as pessoas que não estão habituadas a beber café 200 mg de cafeína (uma chávena de café) provocam um aumento do nível plasmático da renina, noradrenalina e adrenalina, o que desencadeia um estado de ansiedade, diureses (vais mais à casa de banho), aumento da secreção gástrica, aumento da pressão sanguínea e da pulsação, etc.

Os mais cafezeiros não têm nenhum destes sintomas descritos porque desenvolveram pelo hábito uns sistemas de detoxificação para metabolizar a cafeína. Podem, inclusivamente, adormecer como bebés depois de ter bebido várias chávenas de café durante o dia, mesmo depois do jantar.

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